ESCLARECIMENTO: Por que o Numguentu não foi para a Avenida.

ESCLARECIMENTO: Por que o Numguentu não foi para a Avenida.

fevereiro 17, 2026 Uncategorized 0

Documentos comprovam: alertamos sobre a falta de estrutura há quase um ano. Confira a linha do tempo e os ofícios ignorados pela gestão municipal.

Passado o Carnaval de 2026, a Associação Cultural e Esportiva Numguentu, agora certificada como Ponto de Cultura pelo Governo Federal, vem a público esclarecer à população isabelense os motivos técnicos e de segurança que impediram nossa participação no desfile deste ano.

Quem foi à Avenida nos últimos dias pôde constatar a realidade que tentamos evitar: falta de iluminação adequada para um desfile noturno, ausência de decoração, inexistência de banheiros químicos na área de concentração dos blocos e Praça da Bandeira e a utilização de um caminhão de propaganda adaptado no lugar de um Trio Elétrico com qualidade sonora mínima.

Mas esta nota não é apenas sobre o que deu errado. É sobre o que tentamos fazer para dar certo.

Não foi por falta de aviso!

Desde o encerramento do Carnaval de 2025, o Numguentu iniciou uma articulação com os demais blocos para profissionalizar a festa. Diferente do que possa parecer, nossa decisão não foi de última hora. Foi o resultado de quase um ano de tentativas de diálogo técnico frustradas.

Abaixo, apresentamos a Linha do Tempo com os documentos que comprovam nossa atuação:

1. O Pedido Inicial (Março de 2025)

Logo após o carnaval passado, protocolamos na Prefeitura e na Câmara Municipal o pedido para a criação de uma comissão que planejasse o evento com antecedência, evitando o improviso.

Protocolo na Prefeitura através da Ouvidoria

Protocolo na Câmara municipal

 

ACESSE AQUI A CÓPIA DO OFÍCIO ASSINADO POR TODOS BLOCOS

2. A Promessa Pública

A Secretaria de Cultura divulgou em suas redes sociais a intenção de “reformular o carnaval promovendo um evento mais organizado”. A população criou expectativas, e nós também. 

3. A Criação Tardia da Comissão (Outubro de 2025

Apesar do nosso pedido em março, a Comissão Organizadora só foi instituída oficialmente sete meses depois, através do Decreto nº 7.512, de 31 de outubro de 2025. Já estávamos com o prazo apertado, mas seguimos trabalhando.

ACESSE AQUI O DECRETO QUE CRIOU A COMISSÃO COM REPRESENTANTES DE TODOS BLOCOS 

4. O Projeto Técnico (Novembro de 2025)

Em novembro, entregamos via ofício um levantamento das necessidades básicas para um desfile seguro e profissional: som de qualidade (trio elétrico real, não caminhão de propaganda), banheiros na concentração e dispersão, iluminação na avenida e segurança estrutural.

ACESSE AQUI A ÍNTEGRA DO OFÍCIO COL AS SOLICITAÇÕES E SUGESTÕES PARA MODERNIZAR O CARNAVAL DE SANTA ISABEL 

5. A Negativa (Janeiro de 2026)

Em janeiro, após diversas cobranças, recebemos a resposta definitiva: nenhuma solicitação técnica seria atendida. A gestão informou que o evento seguiria exatamente os mesmos moldes precários do ano anterior e que ficava a critério dos blocos querer participar ou não.

Diante dos fatos e documentos acima, a diretoria do Numguentu tomou a única decisão responsável possível: não participar.

A Prefeitura divulga o evento como “Carnaval da Família”, mas a estrutura oferecida contradiz esse slogan. Quando falamos em segurança, não nos referimos apenas ao policiamento (que cumpre seu papel com excelência) mas à segurança estrutural: instalações adequadas, som que não falhe ou agrida a audição, e estrutura de banheiros e higiene para as crianças e idosos que vão assistir ou desfilar.

O Numguentu decidiu não compactuar com a precariedade. Como Ponto de Cultura, temos responsabilidade técnica e social. Não poderíamos expor nossa comunidade, nossos ritmistas e o público a um evento improvisado.

Nosso silêncio na Avenida em 2026 foi um grito de exigência por respeito. Santa Isabel merece um Carnaval organizado, seguro e com estrutura digna de sua população.

Seguimos trabalhando o ano todo, com seriedade, cultura e esporte.

Associação Cultural e Esportiva Numguentu

Ponto de Cultura – Rede Cultura Viva